Querer grandeza
- Ernesto Araújo
- Nov 3, 2018
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Uma equivocada interpretação das tradições diplomáticas brasileiras tenta impor-nos, há muitos anos, a visão de que o Brasil é simplesmente um país grande: desistimos de ser um grande país. No universo da diplomacia pós-moderna, que infelizmente nos apressamos a copiar a partir de modelos externos, não existe grandeza. Não existe vontade ou paixão. Não existe orgulho.
O desejo de grandeza é o que de mais nobre pode haver numa nação que se coloca diante do mundo.
Mas alguém decidiu definir a presença do Brasil no mundo por sua adesão aos “regimes internacionais”, por sua obediência à “ordem global baseada em regras”. O Brasil assim concebido quer ser apenas um bom aluno na escola do globalismo. Não quer nem mesmo ser o melhor aluno, pois isso já seria destacar-se demais, já envolveria um componente de vontade e grandeza que repudiamos.
Quando eu era criança, pela metade dos anos 70, ficava horas folheando um livro chamado “Atlas das Potencialidades Brasileiras” cheio de mapas de reservas energéticas e minerais, produção industrial e agrícola, etc. O subtítulo do livro dizia: “Brasil Grande e Forte”. Hoje, querem colocar nas mãos das crianças livros sobre sexo, mas se vissem uma criança lendo um livro chamado “Brasil Grande e Forte” prenderiam os pais e mandariam a criança para um campo de reeducação onde lhe ensinariam que o Brasil não é nem grande nem forte, mas apenas um país que busca a justiça social e os direitos das minorias.
Antes fosse. Se houvesse uma alternativa excludente entre grandeza e força, de um lado, justiça social e direitos das minorias, de outro, seria até válido optar por estas últimas. Mas não há excludência. O que há é uma ideologia manipuladora que cria uma histeria permanente sobre justiça social e minorias, sem fazer absolutamente nada concreto nem pelas minorias nem pela maioria, sem nenhum compromisso em melhorar a vida real de ninguém, e que veste o manto da justiça social para roubar e tentar sair com o produto do roubo, desrespeitando tanto a justiça social quanto a justiça propriamente dita. Essa ideologia faz de tudo para destruir qualquer poder mobilizador autêntico que ela não controle, e por isso dedica-se a sufocar o desejo de grandeza associado ao sentimento nacional.
A grandeza mobiliza e organiza um povo, cria sentido e gera energia humana, sabidamente a mais preciosa forma de energia. Nada pior para os planos da ideologia esquerdista. A esquerda não tem o menor interesse em justiça social, mas utiliza esse conceito para contaminar a água da nação, para criar pessoas raivosas e ignorantes e assim desmobilizar o povo, proibi-lo de ter ideais, separá-lo de si mesmo, desligar a energia criativa. Justiça social, direitos das minorias, tolerância, diversidade nas mãos da esquerda são apenas aparelhos verbais destinados a desligar a energia psíquica saudável do ser humano.
A aplicação dessa ideologia à diplomacia produz a obsessão em seguir os “regimes internacionais”. Produz uma política externa onde não há amor à pátria mas apenas apego à “ordem internacional baseada em regras”. A esquerda globalista quer um bando de nações apáticas e domesticadas, e dentro de cada nação um bando de gente repetindo mecanicamente o jargão dos direitos e da justiça, formando assim um mundo onde nem as pessoas nem os povos sejam capazes de pensar ou agir por conta própria.
O remédio é voltar a querer grandeza. Encha o peito e diga: Brasil Grande e Forte. Milhares de pequenos esquerdistas imediatamente te atacarão como formigas quando você chuta o formigueiro, mas se você resistir e não recuar eles ficarão desorientados e se dispersarão na sua insignificância, deixando aberto o campo para construirmos um país de verdade.




É a síndrome de vira-latas, resultante da redução do horizonte de pensamento de um povo que não teve como reagir à massificação da ignorância. E ainda citam Paulo Freire como grande educador. Lamentável.
Nos idos de 1970, eu morava numa vila e trabalhava de diarista rural (lavrador) e o pouco que ganhava, por exemplo, no dia de hoje, se destinava a pagar a conta daquilo que havia consumido ontem. A vontade de alcançar algum tipo de grandeza era enorme e essa me levou a empreender para servir o exército, uma vez que completava 18 anos. Eu me apresentei ao Tiro de Guerra da região sem imaginar que haveria frustração. O Tenente Chefe do TG informou que eu não poderia servir, pois minha localidade não era tributada. Tentei convencê-lo para que me permitisse servir ao exército, ainda que na condição de voluntário. Se permitisse, eu não me importaria, pois poderia ser em qualquer região…
" Vangelis e sua bela "Theme from Antarctica". Bolsominion também é new age. Vocês são de uma breguice ímpar.
Para a Senhora Teresa :
“lendo o seu comentario para a senhora Queijo, que criticava o Sr. Jandir sem base nenhuma e sem razao de ser”(SIC)
Resposta: Sem razão de ser??
Vc sabe ler?
Se sabe, leu o que ele escreveu e percebeu a enorme dose de sexismo e de arrogância. Se não percebeu, volte umas vinte casas na educação escolarizada, que acha que tem.
“ preferi apenas, cumpimenta-lo pelo seu comentario onde consegue mostrar como ela esta errada e mostrou isso com maestria”(SIC)
Resposta: agora ser “expert” é usar de palavrões e de misoginia...Ora essa....Cresça!!!Amadureça e acima de tudo, se respeite mais.
“O senhor esta certissimo pois essa Ditadura de minorias foi a pior escolha que o Marxismo Cultural…
A interpretação nacionalista da história do Brasil é um erro do começo ao fim. O historiador paulista Alfredo Ellis Júnior, deputado constituinte em 1934 e filho do senador Alfredo Ellis, muito bem já disse (cito de cabeça) que "Não existe a história do Brasil. O que existe é a soma de capítulos de histórias regionais". Entender o Brasil como império e, por consequência, plurinacional, seria o correto. Não consigo compreender como pessoas de tão elevado gabarito intelectual, que, quero crer, devem ter lido a maior parte dos ensaios que ajudaram a formar a mentalidade unionista de nossas classes letradas, ainda assim permanecem a ver o Brasil como uma nação. O conceito de nação não serve ao Brasil e traçar políticas…